Crianças pequenas compartilhando brinquedos numa sala iluminada, brincando juntas com sorrisos e expressão de cooperação

Quem nunca presenciou aquela cena clássica? A criança segura o brinquedo com força, olha para o colega e proclama, sem hesitar:

“É meu!”

Essa frase, na maioria das vezes, causa desconforto imediato em adultos. Pais, mães e educadores sentem um aperto no peito: “Será que estou falhando? Por que meu filho não divide os brinquedos?” A expectativa de ver gestos de generosidade parece natural, mas o caminho para que a criança compartilhe com prazer é cheio de nuances.

A missão do Dormir com Historinhas é justamente ajudar famílias a transformar esse momento de tensão em aprendizado verdadeiro através da narrativa. E não só com discursos, mas com exemplos vivos, coloridos e encantadores, que mostram a criança experimentando a empatia no seu próprio universo.

Por que dividir é tão complicado para os pequenos?

Antes de qualquer coisa, é importante saber: dividir não é algo natural para todas as idades. O conceito de compartilhar envolve habilidades abstratas de empatia, compreensão do outro e autocontrole. Até por volta dos três anos, a criança vê o mundo de forma egocêntrica. Ela não é “egoísta”, ela apenas está focada em si mesma porque está formando sua identidade.

Quando um pequeno recusa dividir um brinquedo, raramente há intenção de ferir ou excluir. O brinquedo representa conquista, segurança, até mesmo um pedaço de si. O adulto, então, precisa oferecer modelos positivos e não somente ordens:

“Divida agora!”

Palavras soltas, sem significado vivido, acabam não ensinando. É diferente quando se conta uma história de uma personagem que sentiu algo parecido, fez uma escolha e sentiu os impactos dessa decisão. Por isso, plataformas como Dormir com Historinhas criam situações lúdicas, nas quais a generosidade surge não como uma obrigação, mas como um convite à descoberta.

O que está por trás do “é meu!”?

Cada vez que uma criança se recusa a partilhar, ocorre uma batalha interna. De um lado, o desejo de posse; de outro, a promessa de pertencimento ao grupo. Especialistas em desenvolvimento da empatia infantil apontam que esse conflito faz parte do amadurecimento emocional e moral da criança.

No entanto, é muito fácil para o adulto cair em dois extremos:

  • Ignorar o comportamento e esperar que “o tempo cure”
  • Impor o compartilhamento, tornando-o um sacrifício doloroso

O recomendado é modelar situações seguras para que a criança observe, compreenda e, gradualmente, internalize o valor de compartilhar.

Crianças brincando e compartilhando brinquedos em sala colorida

Como ensinar a dividir brincadeira sem forçar?

Pesquisadores em educação infantil concordam: a criança aprende, em primeiro lugar, observando. Só falar não adianta. É preciso tornar a generosidade visível e palpável. No Dormir com Historinhas, por exemplo, todas as histórias do pilar “Comportamento” trabalham situações do cotidiano em que personagens sentem ciúme, vontade de guardar o brinquedo só para si, mas descobrem, gradualmente, o prazer do compartilhar.

  • Mostre exemplos durante a rotina: adultos que dividem alimentos, entreajudam nas tarefas, emprestam objetos uns aos outros.
  • Use histórias e brincadeiras: personagens que aprendem a compartilhar são modelos vivos para a criança assimilar sentimentos e atitudes.
  • Celebre pequenas conquistas: quando a criança concede um brinquedo, chame atenção para como isso fez o colega se sentir, sempre de forma natural.
  • Ofereça escolhas: ao invés de impor, permita que a criança escolha qual brinquedo vai compartilhar e com quem.

A combinação dessas ações cria um ambiente encorajador, longe de obrigações rígidas, onde compartilhar vira algo positivo, e nunca fonte de ansiedade.

Narrativas: o superpoder de transformar atitudes

No catálogo de histórias sobre valores, o compartilhamento aparece como uma escolha cheia de consequências. Ao acompanhar a trajetória de protagonistas que enfrentam dúvidas e mudam de atitude, a criança aprende por identificação. Ela vivencia, pela imaginação, tanto o desconforto inicial quanto a alegria genuína ao dividir.

Imagine a cena: uma menina ganha um novo brinquedo. Vê o olhar de desejo do amigo e sente aquela pontada de dúvida— dividir ou não? A história mostra o turbilhão na mente da personagem, as pequenas vitórias internas cada vez que age com generosidade. No fim, o brincar conjunto é mais prazeroso que o isolamento.

A criança, ao ouvir ou ler, leva consigo o eco dessas experiências. É como se tivesse vivido aquela situação, criando repertório emocional para agir da mesma maneira no futuro.

Por que não basta exigir que a criança divida?

Ordens soltas, como “divida já!”, ativam o mecanismo de oposição. A criança sente-se ameaçada, não compreende o objetivo e, por vezes, acaba mais resistente. Compartilhar só faz sentido se vier do desejo de pertencer e sentir-se bem com isso. Não adianta forçar. O convite é feito através do exemplo, da paciência e das histórias que mostram os benefícios de dividir.

O projeto Dormir com Historinhas defende que os sentimentos envolvidos no ato de dividir são parte do crescimento. Medo de perder, vontade de ser aceito, alegria de brincar junto, tudo isso pode ser trabalhado de maneira lúdica. Mais que ensinar uma regra, é preciso cultivar a empatia e o respeito pelo tempo da criança.

Quando historias funcionam melhor do que broncas?

Basta olhar para aquela criança triste por ser excluída ou para o orgulho que sente ao ser generosa. As histórias dão novas lentes para enxergar essas emoções. Com personagens diversos, cenários originais e linguagens apropriadas a cada idade, as narrativas fazem o papel que os sermões não conseguem: inspirar transformação interna.

Além disso, usar a contação de histórias na rotina (especialmente na hora de dormir, quando tudo acalma) reforça laços entre adulto e criança, cria memórias afetivas e fortalece vínculos seguros, tema muito aprofundado na leitura sobre apego e vínculos saudáveis na infância.

Mãe lendo história para criança sobre compartilhar

O valor das pequenas atitudes no dia a dia

Pequenos gestos contam. Trocar brinquedos, ajudar a arrumar o quarto compartilhando tarefas, fazer um lanche coletivo em que todos contribuem— são momentos em que a criança experimenta a alegria real do compartilhar, sem pressão. A diferença está em celebrar, junto, esses passos.

Para estimular a autonomia de maneira leve, vale conferir propostas práticas no artigo sobre brincadeiras para autonomia. Atividades em grupo, jogos cooperativos ou experiências de ajuda mútua criam um ambiente onde cada um sente-se importante e parte de algo maior.

Como iniciar a mudança com afeto e limites?

Educar com limites e afeto é o segredo para ensinar a criança que sua vontade importa, mas a do outro também. O artigo sobre parentalidade positiva mostra que empatia, firmeza e acolhimento estão lado a lado nesse caminho.

  • Se a criança não quiser dividir, acolha o sentimento: “Você ficou com medo de não brincar mais, né?”
  • Mostre como o outro se sente: “Olha como seu amigo queria brincar junto, ele ficou triste.”
  • Dê tempo: respeite o processo e permita novas tentativas outros dias.

Essas microintervenções dão à criança liberdade, sem abrir mão do princípio. Aos poucos, aprender a dividir brincadeiras deixa de ser um esforço e se torna uma escolha voluntária.

Conclusão

“É meu!” pode ser o início de um belo caminho de amadurecimento. Ensinar a dividir brincadeiras não é uma questão de sorte ou obediência, mas de construção emocional, exemplos e experiências marcantes. Tornar a generosidade algo desejado exige paciência, repertório afetivo e, principalmente, narrativas que envolvem, emocionam e ensinam. O Dormir com Historinhas está pronto para ajudar famílias, educadores e cuidadores nessa missão, levando histórias que despertam empatia e transformam “é meu!” em “vamos juntos?”.

Para transformar a rotina e fortalecer os valores na infância, experimente as histórias da nossa plataforma. Descubra como nossos conteúdos podem inspirar momentos inesquecíveis e fortalecer vínculos verdadeiros. Não basta pedir: mostre a generosidade em ação e sinta a diferença!

Perguntas frequentes sobre compartilhar na infância

Como ensinar crianças a dividir brinquedos?

Ensinar a compartilhar começa pelo exemplo. Pais ou educadores podem mostrar, no dia a dia, como dividir objetos, revezar vez em jogos simples e valorizar atitudes generosas. Histórias infantis protagonizadas por personagens que aprendem a dividir ajudam a criança a compreender sentimentos envolvidos e perceber os benefícios reais do compartilhar. É recomendável evitar pressão, valorizando o tempo de aprendizado individual.

Quais brincadeiras ajudam a aprender a compartilhar?

Jogos cooperativos, como montar blocos em grupo, circuitos onde todos contribuem, brincadeiras de roda e dinâmicas de troca de brinquedos são ótimas escolhas. Atividades em que as crianças dependem umas das outras para alcançar objetivos incentivam o respeito mútuo e o prazer coletivo. Contar histórias antes ou depois das brincadeiras fortalece ainda mais essas experiências positivas.

Por que meu filho não quer dividir?

Crianças pequenas vivem uma fase egocêntrica do desenvolvimento. Elas sentem um vínculo afetivo forte com brinquedos, que representam segurança e conquista. Compartilhar é um conceito abstrato; requer maturidade emocional, empatia e confiança. Com exemplos práticos, histórias envolventes e acolhimento dos sentimentos, a resistência costuma diminuir natural e gradualmente.

Qual a idade ideal para ensinar a compartilhar?

Não existe um momento exato, mas a partir dos três anos as crianças começam a compreender melhor a ideia de compartilhar, principalmente quando há exemplos e vivências concretas. Antes disso, esperar atitudes generosas pode gerar frustração tanto para adultos quanto para os pequenos. O segredo é oferecer oportunidades e modelos positivos em todas as fases, sem pressa.

Como lidar com conflitos durante a brincadeira?

Durante disputas, é importante mediar com calma, validando sentimentos de todos e reforçando o valor da empatia. O adulto deve evitar rótulos como “egoísta” e buscar soluções conjuntas, envolvendo os envolvidos na busca por acordos. Com o tempo, crianças que vivenciam conflitos mediados com respeito e escuta ativa aprendem a resolver diferenças de forma saudável.

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Sobre o Autor

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O Dormir com Historinhas é uma plataforma digital de histórias infantis para promover educação, conexão familiar e desenvolvimento emocional através da narrativa lida.

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